As Dez Pragas do Egito

Deus falou com Arão, irmão de Moisés, para que ele fosse ao deserto encontrar-se com seu irmão.
Assim que os dois se encontraram, Moisés contudo a Arão sobre o plano de Deus e sobre os sinais divinos que podiam ser mostrados.
“Vamos contar tudo isso aos mais velhos de Israel!”, disseram os dois.
Foi o que fizeram.
Os israelitas creram e estavam alegres por Deus ter enviado alguém para salvá-los da escravidão. Ficaram tão gratos que se ajoelharam, curvaram-se e oraram a Deus.
Só então Moisés e Arão foram falar com o Faraó:
“O Senhor Deus de Israel disse que você deve deixar o povo partir em liberdade.”
Quem é esse Deus? Eu não conheço o Senhor Deus de Israel! jamais deixarei este povo partir!”, disse o Faraó, com firmeza.
E decidiu, furioso, castigar ainda mais os israelitas. Deu ordem aos seus homens que não dessem mais palha para fazer tijolos. Assim, eles mesmos teriam de procurar palha e fazer com que a produção não parasse.
Que tarefa cansativa! Agora o povo tinha de trabalhar em dobro!
Muitos foram falar com o Faraó: Por favor, clemênda, Majestade, não bata em nós, estamos trabalhando o quanto podemos!”
Nada mudou!
Saíram tristes e arrasados do palácio. No caminho de volta para as suas casas, encontraram Moisés e Arão.
“Viram só o que vocês dois fizeram? Agora o Faraó está pior do que antes, e nós é que temos de agüentar este sofrimento sem fim.”, protestaram alguns representantes do povo de Israel.
Moisés desabafou com Deus: “Por que, Senhor Deus, me enviaste? Desde que fui falar com o Faraó, as coisas só foram de mal a pior!”
“Confie em mim, Moisés!”, disse Deus, “Eu livrarei o seu povo, e o Faraó verá que não é tão poderoso.”
Aliás, ninguém é tão poderoso e bondoso quanto Deus!
O coração do Faraó era realmente duro E e não acreditava que Moisés e Arão falavam en nome de Deus.
Moisés e Arão foram novamente conversar com o Faraó. Ele tinha de deixar o povo de Israel partir livre. Diante do Faraó, Moisés e Arão fazem exatamente o que Deus determinara:

Arão jogou a sua vara ao chão, e logo ela se transformou em uma cobra. Faraó nem se abalou.

Ele continuava se recusando a deixar os israelitas partir assim, sem mais nem menos.
E o Senhor Deus, então, disse a Moisés: ‘Vá até o Faraó e diga a ele, mais uma vez, que deve livrar o povo da escravidão. E, como sinal, você vai levantar o cajado e apontar sobre todos os rios do Egito. Suas águas se converterão em sangue, os peixes não poderão viver, e ninguém poderá beber daquele rio.”
Assim fez Moisés. Mas o Faraó continuava decidido a não deixar os.israelitas partir!
Em seguida, Deus mandou ao Faraó uma nova mensagem, através de Moisés. “Deixe o povo israelita livre, caso contrário, o rio Nilo se encherá de rãs.”
No dia seguinte, com a teimosia do Faraó, eram rãs por todos os lados. Dentro de casa, fora, nos dormitórios, sobre camas. Em tudo o que existia, lá estavam

Praga da ras
O Faraó, em desespero, chamou Moisés e Arão:
‘Se vocês pedirem ao seu Deus, tenho certeza de que E e tirará as rãs daqui. Prometo que liberto o povo, e todos vocês poderão partir.”
No dia seguinte, as rãs já não mais estavam por ai ncomodando.
Mas o Faraó não fo homem de palavra; quando viu que estava tudo bem, proibiu o povo de partir.
Deus, então, enviou o seu terceiro aviso. Piolhos! Piolhos e mais piolhos por toda parte. Que loucura! Mesmo assim, o Faraó não cedeu.
E o Senhor, então, deixou que moscas de todos os tamanhos invadissem a cidade. Surgiram enxames de moscas na casa do Faraó e de seus servos. E a teimosia continuava!
Deus enviou o seu quinto aviso. Era uma peste sobre os animais. Por causa dela, todo o gado egípcio se acabou. Mesmo assim, o coração insensível do Faraó não cedia.
Veio, então, mais um aviso. Dessa vez quem sofreria seriam as próprias pessoas. Sarnas se espalharam sobre a pele de todos os egípcios e de seu gado. Logo as sarnas se transformavam em horríveis e dolorosas feridas.
O sétimo aviso divino deixou que todas as plantações morressem. Mesmo assim, o Faraó não acreditava no poder de Deus.
Quanta teimosia!
Então, vieram mais algumas coisas ruins sobre o Egito.
Há pessoas que não querem compreender o poder de Deus. Elas sofrem mais que todas as outras pessoas por causa
Como se não bastasse tanta desgraça, o Faraó continuava sendo teimoso e descrente em Deus.
Então, um vento oriental soprou fortemente por uma noite e um dia inteiro.
E, quando amanheceu, o vento trouxe milhares de gafanhotos.

Praga dos gafanhotosQue desgraça estava por acontecer! Encheram a Terra a tal ponto, que parecia noite em pleno dia. Comiam todo verde que vinha pela frente: árvores, plantações… Tudo era arrasado em poucos segundos.

Faraó apressou-se e mandou chamar Moisés e Arão novamente.
‘Pequei contra o seu Deus. Peço que me perdoem e orem ao Senhor Deus para fazer cessar esta praga horrível! Se assim se fizer, deixarei ir o povo.”, prometeu o Faraó.
Mas, outra vez passado o problema, o Faraó não foi sincero e logo se esqueceu da promessa feita.
Deus fez vir escuridão tal sobre o Egito como nunca houvera antes. Por três dias!
O Faraó disse, vencido: “Saiam desta terra, mas todo o gado de vocês ficará aqui.”
Moisés não concordou. Uma vez mais o Faraó os proibiu de saírem do Egito.
Por isso, fez-se necessário um último sinal de Deus.
Bastante contrariado, o Senhor disse, através de Moisés: “A meia noite, todo filho mais velho, no Egito, morrerá. Até mesmo o filho do Faraó não escapará. Haverá grande tristeza, e todos chorarão por seus filhos.”

E claro que Deus faria isso com muita tristeza. Diante de tanta teimosia e maldade, Deus quis agir com dureza!
Nenhum filho israelita morreria porque Deus o protegeria. Somente assim o Faraó aprenderia a respeitar o outro povo.
Tendo sido avisado, o Faraó, porém, não acreditou. Mandou que Moisés e Arão saíssem do palácio e não deixou os israelitas partir.
As vezes a maldade nem tem explicação. Para esses casos, o Pai tem de ser severo!

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