Filosofia X Teologia

O mundo possui um número de filósofos igual ao número de seus habitantes. Todos somos filósofos. Embora se considere que, historicamente, a filosofia começou no Séc VI AC, nas colônias gregas da Ásia Menor, seu começo realmente remonta aos motivos que levam o homem a filosofar, mesmo porque a filosofia é “o conjunto de concepções, práticas ou teóricas, acerca do ser, dos seres, do homem e do seu papel no Universo.” Antes de ser considerada como tal ela já existia empiricamente.
Etimologicamente, significa “amor à sabedoria.”  Interpretar esse “amor” e essa “sabedoria” já é um desafio filosófico para nossa intuição, pois que confronta com outros postulados do nosso universo cultural como a ciência, a política, a religião, a ética, a arte, o bem, o mal, etc.
Se a filosofia tem tantas cabeças não é de estranhar que cada um monte sua própria filosofia, ou formule ou escolha. Podemos imaginar o matuto, após um dia de trabalho árduo, recolhido em sua varanda, com o olhar mergulhado no infinito, solertemente no seu solilóquio, filosofando.
Não é irresponsável afirmar que a filosofia é livre, e emerge do nosso ser, vem de dentro para fora. Já a teologia, que é o “estudo sobre Deus” não me permite escolher o que quero pensar sobre Deus. Isto é, eu não posso filosofar sobre Deus. Não posso montar um Deus conforme minhas concepções, minhas preferências ou conveniências. Se assim fizer, eu não estou cogitando de um Deus criador, inteligente, com vontade própria e vida independente; eu é que estou criando um deus à minha imagem e semelhança.
A teologia trata da revelação que Deus faz de si mesmo ao homem, de forma velada e limitada, respeitando a pequenez do homem e ressalvando a grandiosidade do seu próprio Ser.

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