Moisés e as Lamentações do povo de Israel

O povo de Israel que tinha saído do Egito era em grande número. Muitos, apesar do amor de Deus, eram ingratos e só o que sabiam fazer era reclamar.
E o povo queixava-se. Deus obviamente se entristeceu com aquelas pessoas. Não entendia como o povo podia ser tão ingrato. Até então Ele sempre tinha cumprido tudo o que havia prometido; nunca os tinha abandonado, mesmo quando eles foram desobedientes.
Deus, de fato, havia feito maravilhas entre eles, fazendo brotar água de onde parecia impossível, providencando o maná para servir de alimento e tantas outras coisas.
Mesmo assim. o povo se amentava. Desejava ter comida como nos tempos do Egito. Lá, comiam peixes, pepinos. melões, cebolas, alhos… Relembravam saudosos os tempos antigos só por causa da comida, mas se esqueciam de que eram escravos naquele lugar. Estavam se queixando porque só tinham o maná para comer.
Moisés, extremamente zangado por ouvir tantas reclamações do povo, disse ao Senhor Deus: ‘Como é difícil ser o governante de um povo assim! De onde vou tirar alimento para dar a todos, já que só sabem choramingar e pedir carne? Estou começando a ficar cansado, Senhor!”
“Eu enviarei carne ao povo por um mês. O povo vai até ficar enjoado de tanta carne! “, disse Deus, bastante aborrecido.
Então, soprou um vento que trouxe codornizes do mar e as espalhou pelo arraial do povo. E o povo as colheu por dois dias, e aqueles que comeram demais até passaram mal, muito mal mesmo.
Alimentar o corpo é muito importante, mas alimentar a alma com o amor a Deus é mais importante ainda! Este último alimento nunca faz mal!
Moisés e o povo estavam perto da terra de Canaã, e Deus disse a Moisés: “Envie de cada tribo de lsrael um homem. Eles devem espiar a terra de Canaã para ver como é ali; que povos ali habitam; se a terra é produtiva ou não.”
Deus queria um relatório completo para que Moisés soubesse como lidar com a situação. Moisés fez como Deus pedira.
Depois de cerca de quarenta dias, os espiões voltaram. Todos os doze homens deram informações a Moisés, Arão e ao povo a respeito das terras, das nações que a habitavam e
também trouxeram frutos para mostrar a todos.
Disseram alguns dos espiões: Bem, a terra é realmente muito produtiva. Vejam pelos frutos que há ali, Mas o povo que mora lá é muito poderoso. Eles são fortes e gigantes. Nós, ao lado deles, parecemos gafanhotos. Não teremos chance de vitórias; eles nos matarão logo!”
Mas Calebe, um dos espiões, tinha uma opinião diferente: “Subiremos até lá e, com certeza, Deus estará conosco e nós seremos donos daquela terra.”
Os outros espiões estavam com muito medo, julgavam os povos de lá muito mais fortes e altos do que eles.
Então, todo o povo chorou e reclamou contra Moisés e Arão: Seria melhor se tivéssemos morrido no Egito, ou até mesmo no deserto! Qualquer coisa seria melhor do que morrer assim, esmagados por estes povos poderosos.”
Deus se entristeceu novamente vendo que o povo não tinha fé, que se queixavam sem parar diante de Moisés. Deus se aborreceu a tal ponto de prometer que aqueles muito queixosos não entrariam na Terra Prometida.
Calebe e Josué, os espiões, mesmo vendo o quanto os povos inimigos eram fortes, acreditaram que Deus poderia dar aquela fértil terra ao povo de Israel. Estes e outros como eles, Deus permitiu que entrassem na terra prometida.
Os descrentes foram derrotados pelos cananeus e tiveram de continuar vagando pelo deserto.
Moisés tinha avisado que Deus não daria vitória na batalha aos que não tivessem fé e amor no coração.

Não demorou muito, e uma rebelião se levantou entre o povo hebreu.
Muitos se puseram contra Moisés, que continuava com o povo no deserto. Os revoltosos eram em número de duzentos e cinqüenta. Entre esses homens havia líderes israelitas que também apoiavam a rebelião.
Reuniram-se contra Moisés e Arão e chamaram todo o povo para assistir.
Moisés, irritado, disse: “Povo, vocês agora saberão que o Senhor me enviou para ser o líder e realizar a vontade de Deus. Se aqueles homens ali morrerem normalmente como todos os homens morrem, então é porque o Senhor não me enviou. Mas, se o Senhor fizer com que a terra abra fendas e eles caiam nelas, vocês saberão que esses homens irritaram ao Senhor”
E, mal Moisés tinha acabado de dizer aquilo, a terra que estava debaixo dos pés de um dos revoltosos e de seus aliados se abriu numa enorme fenda. Os revoltosos ali caíram.
O povo, com medo, flgiu dali bem depressa.
No dia seguinte, toda a congregação dos filhos de Israel se queixou contra Moisés e Arão dizendo que eles haviam castigado homens do povo do Senhor
Era muito difícil para Moisés liderar um povo tão inquieto e rebelde. Sempre se mostravam descontentes. Mas Moisés continuava com eles.
E diante das situações mais difíceis que o Pai conhece em seus filhos a fé!
Mais uma vez, após muitos dias, o povo ficou sem água. Como já era costume, falaram com Moisés para que esse tomasse as providências necessárias e conseguisse água para todos.
Deus mandou que Moisés pegasse o seu cajado e fosse com Arão e o povo diante de uma pedra e falasse com a rocha. Da rocha brotaria água para dar de beber ao povo e aos animais.
Mas Moisés, sem medir as conseqüências. agiu pela emoção. Em vez de pedir que a rocha fizesse brotar água. bateu nela duas vezes com seu cajado e disse ao povo:
‘Ouçam, rebeldes! Poderemos acaso fazer brotar água destas rochas para que matem a sede?”
Mas logo muita água saiu da rocha. Todos beberam, e os animais também mataram sua sede.
Porém, Deus disse a Moisés e Arão: “Vocês não creram em mim. já que desobedeceram às minhas palavras, os dois não entrarão na Terra Prometida”
Moisés e Arão sabiam que tinham errado e sabiam que Deus não voltaria atrás em seu julgamento.
Mesmo triste com o próprio comportamento, Moisés continuou a conduzir o seu povo. E a caminhada prosseguiu.
A certo ponto do caminho, o rei de Edom não permitiu que o povo passasse sobre o seu território. Por isso todos tiveram de desviar para outro rumo. Partiram de Cades para o Monte Hor. Moisés, Arão e todos os filhos de Israel foram para lá.
Deus havia avisado a Moisés que Arão não entraria na terra de Canaã. Por esse motivo é que Moisés, Arão e seu filho Eleazar subiram ao monte. Ficariam por lá.
E foi justamente ali que Arão adoeceu e morreu. Moisés, muito triste, pegou as roupas de Arão e as vestiu em Eleazar, seu filho. Isso significava que agora Eleazar era o novo sacerdote responsável pelo santuário de Deus.
Moisés e Eleazar desceram o monte, O povo soube da morte de Arão. e todos choraram e lamentaram por trinta dias.
A desobediência é algo muito grave. Nada no mundo entristece mas ao Pai.
Partiram todos do Monte Hor pelo caminho do Mar Vermelho a fim de rodear a terra de Edom.
O povo, entretanto, muito ingrato, não demorou para começar a reclamar outra vez: “Por que você nos fez sair do Egito?

Aqui neste deserto não temos nem pão, nem água! Estamos fartos desse pão chamado maná que Deus nos envia!”
Deus, então, deixou que serpentes venenosas os picassem. Isso serviu como um sinal do descontentamento de Deus.
Somente assim o povo reconheceu que era ingrato para com o Senhor e pediu que Moisés orasse a Deus para que as serpentes fossem embora.

“Moisés!”, disse Deus, “Faça uma serpente de bronze e coloque-a sobre um poste.”
Moisés obedeceu. E todos aqueles que foram picados por serpentes, ao olharem com muita fé para a serpente de metal feita por Moisés, se curavam e ficavam gratos a Deus.
A fé em Deus é a força mais poderosa que alguém pode ter!

Codornizes-no-Deserto

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One thought on “Moisés e as Lamentações do povo de Israel

  1. adriana

    A Paz de Cristo,
    Esse texto retrata um pouco a nossa vida, com certeza se estivéssemos no deserto seriamos murmuradores, queixosos, difamadores, desobedientes e de fato seríamos povo de dura cerviz.
    Hoje o contexto, a época são outros, entretanto, o que nos faz sermos diferentes é o amor de DEUS, e o ato da Cruz do Calvário que nos lembra da nossa condição pecaminosa e nos leva a regressar e lembrar que a nossa Canaã é nos Céus.
    Infelizmente nos dias atuais quantas vezes somos pegos em murmuração e em desobediência. Quantas vezes somos invejosos, difamadores, murmuradores… As igrejas tem sido quase uma UTI mas a graça salvidica de Cristo nos regressa e de fato nos lembra que mesmo com imperfeições não devemos nunca desistir de olhar para Cruz e lembrar das suas promessas.

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