O Bezerro de Ouro e as Novas Tábuas das Leis

Durante os quarenta anos de peregrinação pelo deserto, o povo não tinha um templo fixo para adorar a Deus. Prestavam culto ao ar livre no deserto. Apenas construíam um altar e, dependendo do lugar em que estavam, sacrificavam animais para demonstrar gratidão a Deus pelas bênçãos alcançadas. Faziam isso em atitude de adoração ao Senhor que os tinha livrado da vil escravidão.
Entretanto, agora era hora de os israelitas louvarem a Deus em um lugar mais adequado.
Deus foi instruindo Moisés sobre como fazer e o que deveria conter essa tenda especial, que seria a casa de Deus.
Detalhadamente, e com a ajuda do povo, a tenda foi sendo construída. Logo Deus seria adorado pelas pessoas de modo mais digno e honrado. Tudo tinha um significado especial. E Moisés comandaria os filhos de Israel.
Deus disse a Moisés que as pessoas deveriam trazer seus objetos valiosos e ofertá-los ao Senhor. Tudo seria utilizado na tenda para adoração a Deus.
Dentro da tenda haveria uma bela arca de madeira. Tudo ficaria bem bonito porque era a Casa do Senhor!
Deus disse mais a Moisés: “Quero que o seu irmão Arão e os filhos dele fiquem como responsáveis pelo ofício sacerdotal. Serão os sacerdotes. Usarão vestes sagradas para glória e ornamento. Eles oferecerão os sacrifícios do povo no altar.”
Isso seria para Deus uma prova de que os filhos de Israel O amavam, de que O respeitavam e a Ele obedeciam. Por fim, Deus ordenou a Moisés que o povo guardasse e santificasse o sábado. Em seis dias fariam as suas próprias tarefas, mas no sétimo todos descansariam e dedicariam aquele dia a Deus.
Como o Senhor ainda tinha muito a ensinar chamou Moisés novamente para o alto do monte.
O povo, vendo que Moisés demorava a voltar lá cima, começou a ficar inquieto.
Ele estava demorando bastante porque Deus tinha muitas instruções a dar, e Moisés ouvia tudo cuidadosamente.
Infelizmente, enquanto Moisés não vinha, o povo resolveu desobedecer a Deus. Foram falar com Arão e pediram:
Arão, estamos acreditando que Moisés não voltará mais, pode até ter morrido lá no alto. Queremos adorar a algum deus, ou ídolo, não podemos ficar à espera de Moisés.
Peguem todas as jóias que as suas esposas, filhos e filhas usam e tragam até aqui . disse Arão.
Eles assim fizeram, e Arâo, tendo habilidades como ourlves. derreteu tudo aquilo e fez um bezerro de ouro.
Depois de terminado, fez também um altar e declarou que no dia seguinte haveria uma festa em que todos comeriam e beberiam à vontade.

Eles ofereceriam sacrificios ao bezerro de ouro, isto é, ao falso deus.
Deus, conhecedor de tudo, viu o que estavam fazendo e mandou que Moisés se apressasse a descer.
O povo havia se corrompido adorando e se inclinando diante de uma imagem de fundição.
Deus ficou triste por causa da atitude do povo que tanto ele ajudara.
Moisés, porém, suplicou: “Senhor, não castigue este povo. Tenha piedade!”
Deus ouviu Moisés e lembrou-se de sua promessa a Abraão, Isaque e jacó.
Moisés descia a montanha com as tábuas dos Dez Mandamentos quando percebeu a confusão que estava acontecendo. Ele viu pessoas bêbadas, dançando e adorando o bezerro de ouro. Ficou tão furioso que lançou as tábuas ao chão por ver tamanho absurdo. As tábuas se quebraram.
Moisés derreteu o bezerro até que o ouro virasse pó. Espalhou pela água o pó e fez todo o povo beber aquela água.
Era uma forma de castigo e de lição ao povo. Moisés mostrava assim que todos devem assumir os seus próprios erros.
O povo tinha cometido um grande pecado conta Deus. Mesmo assim, Moisés pediu ao Senho que os perdoasse. Pediu também que Deus continuasse a confiar nele, como líder dos hebreus,
E disse o Senhor: ‘Vá agora. Moisés, e conduza o povo para onde tenho ordenado,’
Moisés falou ao povo duramente a fim de que refletissem sobre os atos errados que tinham cometido,
Quando Moisés foi à tenda, um tanto afastada de todos, chamou-a de Tenda da Congregação. E, sempre que Moisés se levantava para ir até lá, o povo também se colocava em pé e o seguia com os olhos até ele entrar na tenda.
Quando ele estava lá dentro, descia uma nuvem que se colocava diante da entrada, e o Senhor falava com Moisés.
O povo via, a distância, e adorava. Sabiam que Deus estava presente naquela tenda com Moisés.
“Senhor, como podemos prosseguir dessa forma?
Não sabemos se o Senhor irá nos guiar. Deve estar muito triste conosco, não é? Se realmente o Senhor me ama e quer me abençoar por favor, considere este povo como
Seu povo novamente”, Moisés implorou.
“Moisés, você realmente é um homem honesto e sncero. Por causa de você, farei o que está pedindo!”
Deus, então, pediu que Moisés arrumasse duas tábuas de pedras como aquelas primeiras que ele quebrara. E o Senhor escreveu novamente os Dez Mandamentos nas tábuas.
E esteve ali com o Senhor por quarenta dias e carenta noites. Moisés não comeu nem bebeu nada.
Quando desceu do Monte Sinai trazendo as duas tábuas em suas mãos, Moisés não sabia que seu rosto resplandecia.
Arão e todos os filhos de Israel olharam para ele admirados. Moisés tinha estado realmente com Deus e refletia a sua glória diante do povo.
Moisés convocou todo o povo e disse: “Deus quer que vocês trabalhem seis dias, mas o sétimo dia será santo, será dia do repouso e de orações ao Senhor”
E um santuário a Deus começou a ser construído pelo povo.
Acrescentou ainda Moisés que todos poderiam, de coração, fazer uma oferta a Deus.
Então, vieram homens e mulheres, todos dispostos alegres, e trouxeram fivelas, pendentes, anéis, braceletes diversos objetos de ouro. Trouxeram também tecidos lindíssimos, peles de carneiro e de texugos, pedras de ônix outras especiarias. Todos, com boa vontade, traziam alguma coisa para a obra do santuário, como o Senhor tinha pedido que Moisés fizesse.
Tudo foi sendo feito com cuidado e detalhadamente, conforme as instruções do Senhor Deus, Mesas, cortinas, altar, as vestes dos sacerdotes, os candelabros, a arca, os véus as colunas, tudo estava sendo executado da forma como Deus estabelecera.
Quando terminaram a construção, uma nuvem cobriu atenda, e a glória do Senhor se irradiou pelo santuário. Moisés não poderia entrar na tenda enquanto a nuvem permanecesse sobre ela, pois a glória de Deus estava ali presente.
Assim, se a nuvem cobrisse o santuário, o povo não continuaria a sua caminhada, mas se a nuvem se levantasse era sinal de que Deus estava com eles, guiando-os pela dura jornada. Sempre que prosseguiam, levantavam acampamento e desmontavam a tenda do Senhor. Levavam cuidadosamente todos os objetos feitos para o santuário. Quando a nuvem parava, eles também paravam para acampar. Armavam a tenda para que o santuário do Senhor sempre estivesse presente para adoração ao Deus de Israel.
Deus era um Deus de ordem e também muito sábio. Ele sabia que certos alimentos poderiam trazer doenças terríveis para o povo. Foi assim que Deus, muito cuidadoso de seu povo, resolveu estabelecer algumas regras básicas de higiene e saúde.
Esclareceu quais alimentos poderiam ou não ser consumidos. Ensinou como deveria ser a higiene das mulheres depois do parto. Fez leis sobre a lepra, problemas de higiene de homens e mulheres e outros tantos. Tudo tinha uma razão de ser. Deus estabeleceu tais leis porque amava o povo e queria o bem daquela nação.
Deus pediu ainda que se lembrassem e festejassem, todos os anos, a Páscoa, que era a comemoração da libertação do povo da escravidão no Egito. Deveriam celebrar a Páscoa comendo pão sem fermento por sete dias. O primeiro e o último dia seriam para adoração; não seria permitido fazer nenhum trabalho servil. Fazendo isso, os israelitas demonstrariam sua gratidão por Deus tê-los libertado do cativeiro e trazido à Terra Prometida.
Outra celebração aconteceria por causa da colheita. Assim que a tivessem terminado, deveriam trazer uma porção dos melhores produtos colhidos para o Senhor. Eles lavrariam a terra por seis anos consecutivos, e no sétimo a terra teria descanso. Esse ano seria chamado de ano sabático.
Também haveria o ano do jubileu que aconteceria de cinqüenta em cinqüenta anos. Todos se alegrariam por ser um ano todo especial.

Bezerro de Ouro

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